Meu Eu Lírico

Coisas sobre as quais eu sempre quis escrever, ou conversar, ou simplesmente meditar. Esse é o fim da ociosidade dos meus leitores imaginários...


Ontem, 25/06, foi meu aniversário. 18 anos, maioridade, nada mudou. Sou a mesma criança de sempre. A mesma.Ou não.
Me sinto estranha,
ah, não sei.
não me sinto triste, nem feliz. Apenas sinto.
ME SINTO!!!!
Desde o fim do ensino médio estou em contato comigo mesma, comigo e e penas comigo.
Sem amigos íntimos constantes, sem ninguém pra conversar, ou rir, ou brigar, ou qualquer coisa.
Converso comigo, morro de rir comigo, choro comigo, conheço a mim mesma.
Não existe coisa melhor que a solidão,
Mas depois de um tempo vc se cansa de si mesma.
Eu me cansei da minha companhia.
Enquanto espero eternamente um amigo continuo a me conhecer.
Meus defeitos: essa é a pior parte. Coisas que eu sempre repudiei nos outros agora eu vejo em mim. É frustrante.
Minhas qualidades, na verdade se vc me perguntar algo que vale a pena em mim eu não saberia o que responder.
Sou anormal.
Tenho raciocínio lento, mas adoro exatas. Física, matemática; demoro a entender, mas gosto.
É sempre assim, as coisas são TÃO óbvias que dá vergonha de mim mesma ao saber que eu sempre sou a última a perceber.
Talvez seja por causa da minha imaginação fértil. Sempre fugindo ao óbvio.
Minha cabeça sempre nas nuvens, eu sempre voando....
Eu sempre passo despercebida.
E nem faço questão de chamar atenção desse mundo fútil.
Eu seria a Macabéa da Clarisse, se não fosse essa quase epifania.

Queria mesmo que aquela rosa do jardim da escola soubesse o quanto eu admiro a leveza de suas pétalas.
Simples, como tudo que é realmente belo.

(26/06/09)

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